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Vem

Ousa adormecer
e acorda fora de ti próprio,
Ousa o Sonho
E pelo Sonho te direi
Das quantas vezes vais
Querer voltar atrás
Porque carregas o pesado estandarte
De teus antepassados
Levanta-o alto
Caminha em frente
E todo seu peso se tornará leve
Falaram-te dos falsos profetas
Então quero dizer-te
Segue a “Arte”
Dela torna-te peregrino
Pois logo que na Arte
Tu sintas achada a Emoção
Estarás diante da mais verdadeira das profecias
Na aurora da comoção
Está finalmente
O “campo neutro”
Os pólos se divergem
Na maior das inversões
E tudo que era ruído
Se faz melodia
E tudo que nasceu do erro
Se transformou e transcendeu o bem
Tu sabes onde o perfeito
Domina o imperfeito
Quando o prescindes da perfeição
Tu sabes quando o domínio encontra a doação
Quando mergulhares na existência densa
E souberes olhar com Amor e sem censura
Todas as 50 sombras te ensinarão
Apenas siga seu coração
Há um conto ancestral
Que te lembra
Como tu eras na tua Génese
Identidade retida no suporte das ilusões
Sinto tua falta Criança do Sol…
Quantos anos tens hoje? 13? 70? 30?
E eis que acordada hora
Te lembra da demanda de ti mesma
Sabias que tu és a encruzilhada do teu próprio tempo?
É aquilo que te divide te multiplica?
E aquilo que envelhece te rejuvenescerá?
E aquilo que outrora foi a ciência a cuidar de ti
Agora é a ciência a tentar acompanhar-te
Saberás das voltas inúteis
Só que nenhuma o foi
Pois anulada será a razão dos opostos
Até dela só sobrar o Amor
E pela religião do Amor
Tu atormentas a cicatriz das eras
E ela não te teme mais
Nem tu a ela
Terás um único grito
Diga-o bem:
“Edifica teu templo,
Estuda teu Templo”
Todas as entradas e paredes
E as janelas em formato de saída
Ensaia as idas e vindas
Ornamenta tanto tuas fugas
Quanto teus retornos
Pois quando caminhas para teu Templo
Estarás caminhando ao Templo de teus irmãos
Sente o pulsar
Saindo da neblina Azul
Está alguém a trabalhar por ti
E tu à trabalhar por alguém
Sem o saberem
Sem patrão ou empregado
Mistério Índigo
Sabedoria Divina
Disseram-te que temesse o caos
Mas o caos é apenas o começo de uma nova ordem
Abraça a anarquia da tua jornada
E conhecerás D’eus
-O Criador-
E quando tiveres chorado a verdade
Tu te tornarás a verdade
E sob o mundo em chamas
Tu farás a Arte
Possui a tua fé
E a tua fé te possuirá
E quando te julgares louca
Olha a tua volta
E mais terão enlouquecido contigo
Pontos de Luz, faróis na escuridão
Estrelas na constelação do amanhã
Quantos se juntam agora? 13?70?30?
Sinto tua falta Criança do Sol…
(Autoria Desconhecida)